segunda-feira, 11 de junho de 2007

O Tal

Ele é a bola da vez. Só se escuta falar sobre ele no meio adolescente. Tá chegando e amedronta. Maldito...!
De 1910 a 1913, o Brasil teve um ministro (não merece minha letra maiúscula) da educação chamado Rivadávia da Cunha Corrêa. Você não leu errado. É R-i-v-a-d-á-v-i-a mesmo. Esse pela-mãe-mal-amado instituiu o nosso querido exame vestibular. Na realidade, a ação foi muito bem vinda para a época, já que não havia vagas no ensino superior para todos e só costumava ingressar no mesmo quem estudava em determinada escola que tinha determinado certificado. Fez do terceiro grau algo ligeiramente mais acessível, afinal (lembrem-se: como diria aquela tartaruga, devagar se vai ao longe). Agradeçam: as provas eram muito mais difíceis do que as atuais. Muito menos conteúdo muito mais aprofundado. Era praticamente impossível passar, então, começaram a surgir os cursinhos pré-vestibular. E depois ainda vieram as tais cotas (um bom assunto para outro dia). É uma cagada em cima de outra. Ah, esse país...
Enfim: é sabido que o vestibular não é o metódo de seleção ideal. É ultrapassado e injusto. Como decidir quem vai e quem não vai para a faculdade em dois (em outros casos mais ou menos) dias? Bom mesmo seria uma análise de currículo feita por um extenso e brilhante conjunto de professores. O problema é que não há essa mão-de-obra, não há esse tempo. Fa-z-o-q? Faz vestibular, meu filho. Vai pra universidade, rala sozinho por não ter professor pra te dar aula. Com muito custo, faz um mestrado, um doutorado fora e volta. Vem fazer parte dessa banca examinadora de currículos. Relembro a tartaruga: devagar se vai...
É isso. Ele tá aí e, se você quer ter a tal profissão dos seus sonhos, vai ter que passar por ele. Por mais stress que cause, há males que vêm para bem. Boa sorte no fim de semana, pré-universitário brasiliense.

Vestibulares UnB 2007: dias 16 e 17, na sala de tortura mais perto de você!

Fonte dos dados históricos: Vestibuol