segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Filantropia Maternal de Hollywood

Não há ação totalmente altruísta. O ser humano é naturalmente egoísta, por ser animal: é o instinto. Estrelas de hollywoodianas que saem pelos países de 3º mundo adotando crianças de vida sofrida podem até ter tido tal idéia a partir de um pensamento solidário, mas logo aproveitam-se da publicidade gerada.
Temos diversos exemplos por aí. Dentre eles, casais que se empolgam com a "exaltação de seus bons valores" e acabam adotando uma série de pequenos órfãos em uma série de pequenos países. Chegam a ter filhos biológicos e adotivos juntos. Como será a configuração de uma família assim? Culturas e etnias convivendo juntas, se influenciando. Haverá terapia suficiente para fazer com que os filhos adotivos se sintam como os biológicos?
Além dos problemas psicológicos que certamente terão a psicanálise como destino (não que isso seja um problema: dinheiro para pagar os melhores terapeutas é o que não falta), ainda temos a clara demonstração do imperialismo de países desenvolvidos sobre subdesenvolvidos: crianças são utilizadas para colocar seus pais adotivos na mídia. Afinal de contas, a propaganda é a alma do negócio. Ou seria a alma a propaganda do negócio?