terça-feira, 18 de setembro de 2007
O Labirinto do Fauno
Lançado em 2006, ele ganhou vários prêmios na indústria cinematográfica, e isso não foi por acaso. Guillermo del Toro, diretor, roteirista e produtor, apresenta um belíssimo e sombrio longa-metragem que se passa na Espanha de 1944, após o fim da Guerra Civil. Muitas coisas mudam na vida de Ofélia, interpretada competentemente pela jovem Ivana Baquero, uma menina de dez anos que se muda com a mãe (Ariadna Gil) grávida para o casarão de seu novo padrasto, um general fascista interpretado por Sergi López, um dos piores vilões que já vi no cinema. Em sua nova casa, Ofélia presencia batalhas de rebeldes remanescentes da guerrilha, que são secretamente ajudados por Mercedes, governanta da mansão interpretada por Maribel Verdú, que conseguiu compor uma personagem triste e introspectiva, porém com aquele brilho nos olhos de quem ainda tem esperança de mudança. Ofélia também conhece um labirinto onde vive um fauno, que a informa que é uma princesa de um mundo subterrâneo e que, para voltar para lá e reencontrar seus pais, precisa realizar certas missões. O filme mistura fantasia, suspense e drama numa história sem exageros apresentada de forma bela e imaginativa. Em certas cenas, são perceptíveis metáforas sobre as tragédias vividas na época. Destaque à fotografia sombria e ganhadora de Oscar, que representa bem a guerra vista dos olhos de uma pequena princesa de dez anos.
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